Você se Sente Triste as vezes?

Se a resposta for sim, que bom, pois você não sofre de SFP – Síndrome da Felicidade Permanente.

Acreditar que podemos ser 100% felizes de forma integral e constante é o que nos faz, por vezes, sofrer.

Afinal, passamos a viver em busca de uma plenitude utópica e fantasiosa. A indústria do capitalismo, a cultura do consumismo e o nosso desacerbado materialismo, nos fazem crer que o Ter irá suprir o nosso Ser.

No entanto, vivenciamos cada vez mais um vazio existencial que o ouro não satisfaz. Entender que vivemos em um mundo de perdas e ganhos, sendo a todo o momento apresentados a alegria de uma conquista e ao desprazer de uma decepção, nos leva a compreender que, felicidade e tristeza, são circunstanciais e não uma constante.

Pois um elogio que nos traga alegria pela manhã pode ser suprimido por uma ofensa que nos entristeça a tarde. Logo, não há felicidade ou tristeza que dure para sempre.

Reflita: Se realizo um sonho ou conquisto uma medalha, vibro intensamente na ocasião, mas com o tempo vou perdendo naturalmente o desejo – para abrir espaço para outros sonhos e novas conquistas.

Afinal, soaria estranho, após dez anos, acordar vibrando e saltitando com o feito ou ocorrido de tempos atrás.

Assim acontece com a tristeza. Vivenciá-la torna-se necessário e coerente com algumas situações, até porque, seria igualmente estranho, sorrir com dor, vibrar com derrota e ficar irradiante com a morte.

Desse modo, como ninguém passa ileso nessa vida, as dores virão e o entristecer traz sua parcela de contribuição para nossa construção.

Por isso, encare a tristeza e a felicidade, como parte de um pacote existencial. O que passou de bom ou ruim, fica registrado e deixa o seu legado, porém, não volta mais. Devemos então olhar para frente inclinados a viver o presente.

Viva o que há para viver de cada momento. Tire de cada SENTIMENTO o seu aprendizado e seja… Enfim, apenas SEJA.

Márcio Vaz
Palestrante, Psicólogo e Coach

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